Nem toda dívida precisa ser paga da forma que foi apresentada

Por Jade Vargas, sócia-fundadora

Nem toda dívida precisa ser paga da forma que foi apresentada. Essa é uma das primeiras coisas que eu procuro mostrar quando começo a analisar um passivo tributário.

Quando uma empresa me apresenta uma dívida, minha primeira pergunta não é: “Como vamos pagar?” Antes disso, existem outras perguntas muito mais importantes: essa dívida é realmente devida? Todos os valores estão corretos? Existe alguma parcela prescrita? Há possibilidade de revisar os débitos? Existe alguma modalidade de transação tributária que faça sentido para esse caso?

Porque, muitas vezes, o empresário olha para um passivo de milhões e parte direto para a solução mais óbvia: parcelar. Mas parcelar uma dívida sem antes analisar o que está sendo parcelado pode significar simplesmente financiar um problema que poderia ser menor.

A prescrição pode retirar determinados débitos da cobrança. A revisão pode identificar inconsistências ou valores que não deveriam estar naquele passivo. E a transação tributária pode permitir condições muito diferentes das originalmente previstas, dependendo do caso e da modalidade disponível.

Por isso, eu gosto de dizer que regularização tributária não começa no pagamento. Começa na análise.

Antes de pensar em “quanto a empresa consegue pagar?”, precisamos entender “quanto ela realmente deve e qual é a melhor forma de regularizar?” É essa diferença que transforma uma dívida tributária em uma decisão estratégica.

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